segunda-feira, 19 de março de 2007

Primeiro poema: dando continuidade à argumentação perdida e fugaz do primeiro post, um poema um tanto quanto venenoso sobre alguns tipos de dubiedade.


Vassoura de Bruxa

Mas há também na vida uma vassoura de bruxa
rasante que flecha e aleija
meus braços da cabeça
minhas pernas da mente.
Pois há nas paredes propostas de sexo misturadas a melecas secas
férteis que ilustram
meus pênis da cabeça.
minhas vaginas da mente.
Mesmo que haja em cada escultura de Rodin as digitais de todos aqueles
[que fazem de suas vidas desobedecer às regras básicas
mortais que dilaceram
meus olhos da mente.
meu paladar da cabeça.
Já que houve no tempo a primeira rachadura que se esfarelou e ruiu o
[maior de todos os templos romanos
totais, pulverizados, agora dentro da minha cabeça
que desaparece tal qual
as idéias do corpo
e os pensamentos da carne.

Um comentário:

Marcus Vinicius disse...

Depois de ler, quem sabe 30 vezes, eu pego um sentido qualquer desta poesia. Eu chego lá! Parabéns senhor Esponja.
inté